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SECPAL aposta no Planeamento Avançado da Assistência como modelo para abordar o fim da vida

A SECPAL, isto é, Sociedade Espanhola de Cuidados Paliativos, resolveu optar pelo Planeamento Avançado (PAC), porque o consideram um modelo inovador, para o fim de vida. Este planeamento resume-se a uma comunicação adequada entre os profissionais de saúde e os pacientes.

Para Christian Villavicencio-Chavez, um especialista em Geriatria e Cuidados Paliativos afirma: A população em geral tem medo de falar sobre a vida, por isso, as pessoas com doenças avançadas não possuem como prioridade de viver dentro das suas prioridades.

Neste contexto, este PAC vai ganhando força e, assim, afeta a capacidade do paciente de expressar a sua vontade nas diferentes circunstâncias que podem surgir, durante o decorrer da doença. Por isso, é um processo que pode ser modificado as vezes que forem necessárias e, assim, permite que os desejos dos pacientes sejam reunidos sobre as intervenções que este aceita ou rejeita.

Necessidade de naturalizar a morte

A base para a aceitação deste processo é o acompanhamento por parte dos familiares do doente e dos profissionais que acompanham o mesmo. Para o especialista, o obstáculo que surge poderá ser o facto do assunto da morte ainda ser um pouco tabu nas nossas sociedades.

Desta forma, podemos destacar mais alguns objetivos: começar a ter consciência e, ainda, falar sobre o fim de vida nas escolas, com as crianças e os adolescentes e também estabelecer esta comunicação em todas as faculdades de Medicina.

Nesse sentido, este treino é fundamental a todos os níveis, para que quanto mais a doença possa avançar, mais respostas o paciente irá ter, proporcionando, ainda, bem-estar à família do doente.

Esta “intervenção” só poderá ser realizado se o paciente abrir mão dos seus receios e, assim, procure ajuda neste profissionais de saúde.

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